Obra: Tempo é Livre 

Artista: Karin Folie

Ano: 2021

Acrílico sobre tela

Dimensões: 2,07 altura x 1,47 largura

 

Esta obra tem como pano de fundo o convite a questionamentos e reflexões a respeito do tempo, como o que torna algo eterno; por quanto tempo algo é moderno; os ciclos das coisas 

 

O que simboliza cada elemento:

 

O fundo em tons amarelados, manchas e pintas representa o efeito do tempo em paredes, papeis, em nossa pele.

 

As folhas em verde, vinho e mostarda fazer alusão a uma folhagem que ainda não existe: um cruzamento de Dracena com Imbê Furado. A Dracena, que tem as cores verde e vinho fazem parte do cotidiano da artista, que foi empregada aqui como ele sendo o que forma o tempo. Além disso, a Dracena era moda nos anos de 1970, e voltou agora nos anos de 2020, o que nos leva a um dos questionamentos iniciais sobre o quanto dura algo moderno e também aos ciclos. 

O Imbê furado por sua vez, é uma planta que virou moda agora nos anos 2020, e o objetivo da união destas duas plantas, representa a fusão de tendências e também o imaginário de uma nova espécie no futuro. Por fim, as pontas em mostarda simbolizam a degradação pelo tempo.

 

Os antúrios, os dólares e as begônias maculadas também representam plantas que já foram moda no passado, e voltaram a ser no presente.

 

A samambaia açu é uma espécie que existe há duzentos milhões de anos e aqui nos remete a pensar sobre outro questionamento inicial sobre o que é eterno. Primeiro por 200 milhões de anos ser algo que nos faz pensar quanto dura a eternidade, e segundo, embora ela exista há tanto tempo, é uma espécie protegida de extinção, pois dela provém o xaxim, material também muito usado nos anos de 1970 para plantar samambaias, que demora 50 anos para ficar do tamanho suficiente para se fazer um vaso.

Suas sementes além de representar os ciclos, foram pintadas em cores metálicas fazendo referencia a durabilidade dos metais.

 

O que simbolizam os materiais:

 

Carvão: simboliza o carvão mineral, proveniente da decomposição de arvores e plantas; o  efêmero da pintura em carvão (no caso da obra, protegido com fixador), e claro, o fogo e a transmutação.

 

Água: a renovação e os ciclos da vida, por ser hoje a mesma água que existe no planeta desde sempre.